quinta-feira, 22 de abril de 2010

-Sim-

Tarde do dia seguite.

Estava tomando meu chá da tarde em minha sala de estar enquanto folheava o jornal.

Ministro de relações publicas Soreto Amurabe encontrado morto em viela na zona Sul de Monori. A policia ainda não tem informações sobre o assassino. Sydonaru Muray assume a posição de ministro de relações publicas até as proximas eleições dentro de três anos.

-Ótimo trabalho Lane. -Digo a mim mesma deixando o jornal de lado e mais uma vez olhando a carta que me foi entregue na noite anterior. Nesta estavam um número de telefone e endereço de Vladimir Teodore. -300 mil negociaveis yens... Quão perigoso será este trabalho? Não vou perder nada telefonando...

-Bonjour.
-Senhor Teodore?
-Depende. Do que se trata?
-Aqui é Lane Arashi.
-Oh, sim. Decidiu aceitar minha oferta?
-Bem, sobre isso...
-Se achar que o dinheiro é pouco posso oferecer-lhe 500 mil yens! Só preciso que aceite. É urgente.
-Certo.
-Ótimo! O carro a pegará às 10! Até.
-Espere! Ótimo, ele desligou. -Levantei e fui fazer as malas.

21.50 horario de Tokyo

Acabei de sair do banho e estou terminando de me arrumar. As espadas estão polidas e embaladas dentro de uma das malas. E só falta empacotar uma única coisa...

-Olá familia. -Digo ajoelhando-me em frente a foto na minha cabeceira e passando os dedos de leve na moldura. -Estou partindo, mas não esqueci minha missão. Vocês terão vingança. Eu prometo! Vou descobrir o culpado e ele pagará.

Baixei os olhos, e depois de por uma mexa de cabelo atrás da orelha volto a olhar a foto. Minha mãe era tão linda... Lembro-me do gosto da sua comida, do avental branco que ela usava com os cabelos negros soltos, olhos verdes como os meus. Papai, sempre lindo e um pouco serio, extremamente responsável e cuidadoso, lembro de como ele penteava o cabelo loiro com as mãos quando estava nervoso. Myuki, minha irmã mais nova. Linda! Contagiava a todos com o som de seu riso fácil, sempre estava feliz, era tão pequenina... Sanji, meu irmão mais velho, sempre serio e misterioso, só se abria para minha mãe, sempre se achava responsável por todos nós. Limpei rápido uma lágrima que manchava minha face e depois de guardar a fotografia na mala terminei de me arrumar.

22.00 horario de Tokyo

A campainha toca e um motorista apresenta-se como empregado de Vladimir que veio me ajudar com as malas, permito que ele as leve para o carro e partimos em uma viagem muda para o aeroporto.
Chegando lá, minhas malas são levadas pelo pátio de trás para que não sejam inspecionadas e eu vou ao encontro de Vladimir no salão principal como me foi orientado pelo motorista.

- Bonsoir! -Diz ele ao me ver.
-Olá. -Respondo. Depois de tomarmos nossos acentos no avião lembro-me de que ainda não sei do que se trata o trabalho.

-Senhor Teodore...
-Senhor Teodore é meu pai. Chame-me de Vladimir, S'il vous plaît.
-Claro. Vladimir, qual exatamente é o trabalho para que fui contratada.
-A sim, claro. Existe um clã de vampiros incomodos em Paris. Você já lutou com alguns desses certo?
-Sim. São um pouco difíceis, mas lutam como animais...
-Temo que esses sejam um pouco mais... Civilizados. O ponto é, o clã Lafayete domina Paris a mais de 300 anos e nós achamos que é hora de um novo clã comandar.
-Os Teodore.
-Certamente.
-Compreendo. Então eu devo entrar no tal clã e extermina-los. Simples.
-Não creio que será tão simples. Eles são bem organizados e vivem como humanos normais, os mais fortes são até capazes de sair a luz do dia, por isso são tão impociveis de se vencer. Queremos que se infiltre no clã, descubra as fraquezas deles. Aproxime-se do lider deles, descubra seu ponto fraco, e então acabaremos com essa praga.
-Entendido. -Onde eu fui me meter. Ele quer que eu me aproxime de vampiros e descubra seus pontos fracos. Vampiros franceses e civilizados, que andam como humanos. Ótimo!
"As dores nos fazem crescer, os amores nos fazem viver e
as derrotas nos fazem aprender."

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