-O que faz aqui? -Disse indo em sua direção.
-Seu irmão pediu que eu viesse buscá-la.
-Onde ele está? -Vladimir não respondeu. Apenas deu um suspiro e pousando o copo que segurava, levantou-se.
-Não tenho o dia todo, então vamos.
-Não quero. Vou esperar meu irmão aparecer, ou Armand.
-Eles não vão chegar até o anoitecer. Então... Vamos! -Ele tentou segurar-me pelo braço,mas desvencilhei-me.
-Eu espero. -Disse sentando-me no sofá. Ele olhou-me e bufando saiu da sala. Depois de quase uma hora sentada lá, decidi sair.
-Já disse pra desmarcar! -Silencio. -Não eu não posso ir! Mande meu pai. Até! -Era Vladimir quem discutia ao telefone. Na falta de companhia melhor, ele serviria.
-Desmarcando seus compromissos por minha causa? Não sabia que eu era tão importante pra você. -Disse encostando-me na porta entreaberta e cruzando os braços.
-Está andando muito com a Kara, está tornando-se ironica. -Apenas sorri sinica.
-Por que exatamente vai ficar?
-Digamos que tenho uma divida com seu irmão e a maneira de eu pagar é ficando de olho em você.
-O que pode me acontecer dentro da casa dele?! Passei semanas em um clã de vampiros. Não é em algumas horas no castelo do meu irmão que vou acabar morta.
-Talvez. -Bufei e olhei pela janela. O vento ainda não havia parado. Foi ai que me ocorreu uma ideia pra irritar Vladi.
-E além do mais como você poderia me defender? Nunca o vi lutar, pelo menos não pra valer. -Ele sorriu.
-Então talvez eu deva mostrar-lhe. Vamos? -Disse ele mostrando a porta. Sorri e passei por ele indo até o pátio deserto.
Quando notei que ele havia saído da casa parti para atacá-lo sem avisar. Ele defendeu todas as minhas investidas.
-Minha vez. -Disse ele vindo atacar-me, desviei e tentei um contra ataque, mas ele já esperava por isso. -Te peguei. -Disse sorrindo quando me pegou pela cintura e girando prendeu-me ao chão ficando por cima de mim.
-De que está rindo?! -Disse irritada tentando soltar-me pra sair dali.
-Nada. E assim está tão bom. Pare de tentar soltar-se. -Parei e olhei-o.
-O que está fazendo?
-Como se não soubesse. -Respondeu em um sussurro e beijou-me ternamente.
“Anjo cintilante, eu acreditei que você era meu salvador quando eu mais precisava”

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