sexta-feira, 25 de junho de 2010

-Fantasmas do passado-

Ele guardou a espada e veio andando em minha direção, quanto mais ele se aproximava, mais eu tinha certeza de quem ele era. O cabelo loiro liso, os olhos verdes iguais aos do papai, o corpo forte, o rosto serio típico de Sanji. Era ele. Sem duvida era meu irmão, mas como? Como ele escapou?

-Lane, você está bem? -Perguntou oferecendo-me um lenço. Debilmente toquei seu rosto ou invés de pegar o lenço, uma lágrima irritante escapou. -O que houve? Há algo errado, Lane?
-Talvez pela primeira vez na minha vida não há nada errado. -Abracei-o. -Sei quem você é. -Ele ficou rígido sob meu abraço.
-Como assim? Eu sou Henri Novaz nasci em Toulouse no Sul. Nos conhecemos ontem... -Separei-me dele e o interrompi.
-Não. Você é meu irmão Sanji Arashi. Eu achei que tivesse morrido no incêndio a 10 anos.
-Não sei do que está falando. Você realmente não está bem mademoisselle. -Ele me segurou pelo pulso e guiou-me até a casa. Quando entramos Armand vinha descendo as escadas.
-Lane! Eu encontrei com Kara, você está bem? -Disse vindo rápido em nossa direção. Afirmei com a cabeça e voltei a olhar Sanji.
-É melhor deitar-se my lady. -Ele e Armand trocaram um olhar quando me neguei a subir. Então Armand o fez virar-me pra ele.
-Lane. Você está cansada e Kara deve ter brincando com seus sentidos. Realmente é melhor tentar dormir um pouco. Vou subir logo após terminar de tratar um assunto com Henri.
-Tudo bem. -Disse ainda um pouco relutante. E mais uma vez voltei-me para Sanji. -Amanhã conversaremos.
-Tão pronto o Sol se por estarei em vossa presença. -Concordei com a cabeça e subi as escadas lentamente.
-Bonsoir. -Disse já de costas, mas não fiquei tempo suficiente para ouvir uma resposta.

Corri até o quarto e peguei dentro do armário a caixa onde havia guardado a foto de minha família. Sem duvidas era Sanji. Como ele escapará era um mistério, mas ele estava ali. Cai de joelhos não conseguindo conter as lágrimas.

"Palavras que iludem, atitudes que machucam, você finge ser algo que eu não posso ter,
que não posso aceitar."

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