-Lane. Eu sinto muito. -Disse ele abraçando-me, por incrível que parecesse sua pele fria junto a meu corpo dava-me calor e segurança.
Eu não queria sair deste abraço jamais, porem aos poucos ele se afastou e ainda muito próximos olhavamo-nos nos olhos, uma de suas mãos acariciava meus cabelos e a outra estava sobre a minha, o espaço entre nós foi diminuindo vagarosamente, fechei os olhos quando sendo senti sua respiração acelerada em meus lábios. Desta vez ele não se afastou.
Beijá-lo era a melhor sensação do mundo. Seus lábios exerciam uma leve pressão sobre os meus, sua língua hora lenta, hora ligeira compunha um bailado junto a minha, nossas mãos estudavam o corpo um do outro enquanto a distancia entre nois ficava menor, aprofundando o beijo. Separamo-nos quando fiquei sem fôlego, olhei-o, mas este desviou o olhar afastando-se de mim.
-O que houve? -Perguntei tentando fazer com que seus olhos tristes olhassem pra mim.
-Não é nada. -Disse ele levantando-se e dando alguns passos. Olhei para o chão.
-É minha culpa. -Disse.
-Não! Apenas estou sendo tolo. Não há nada errado. -Disse ele ajoelhando-se a minha frente e pegando minhas mãos. Olhei-o. -Então beije-me de novo. -Disse aproximando nossos lábios mais uma vez. Outro beijo iniciou-se, agora mais demorado e sentido.
Trocamos beijos e caricias por pouco mais de uma hora. Até que Kara apareceu.
-Ora se não é um feliz casal? -Diz ela fazendo com que nos separemos, Armand ia dar alguma resposta, mas calou-se ao ver Vladimir ao lado dela. -Não acha Vladimir? -Diz complementando a frase.
-Com certeza. -Diz ele rispido. -Acho melhor voltarmos ao baile. Se me lembro bem você me prometeu uma dança, não é Lane?
-Claro. -Disse sem querer me afastar de Armand.
Levantamos e Vladimir me estendeu a mão que aceitei, porem Armand continuava a segurar-me. Eles se encararam por alguns segundos, como se um estivesse tentando estudar a mente do outro. Então Armand soltou-me e eu fui guiada para a pista de dança por Vladimir.
-Qual o plano? -Perguntou ele.
-Que plano?
-Ainda se lembra do porquê de estar na França?
-Claro, eu... -Baixei os olhos entendendo de que plano ele falava.
-Ótimo, qual o seu plano?
-Ainda não sei... É muito cedo.
-Não. Já é tarde! Vou dizer o plano. Você vai fingir que nós discutimos ou algo do genero e você saiu de casa, então vai pedir abrigo com os Lafayete. Lhe darei um mês para que aprenda as passagens e os horários do castelo, neste meio tempo vai aprender também como vencê-los. Vai se fortificar e nos corresponderemos semanalmente até o dia do ataque.
-E se eu for contra isso? -Perguntei fazendo pé firme. Ele sorriu e falou ao meu ouvido.
-Quer ser responsável pela morte de mais quantas pessoas? Se eu matá-la, o que diga-se de passagem seria um desperdício, ele ficaria desnorteado e mais vulnerável, ou eu posso envenená-los e fazê-lo pensar que a matou. O que prefere? -Afastei-me dele dando-lhe uma bofetada e corri para cima deixando Vladimir e os convidados perplexos no salão.
Chorei como nunca tinha pensado voltar a chorar e levantando a cabeça peguei um sobretudo e as armas menores e pulei a janela. Sim. Eu iria cumprir o plano de Vladimir, talvez eu pudesse dar informações erradas, assim Armand poderia vencer. Não vou desistir. Não vou deixar que Armand morra.
"Ame como nunca amou, sorria como nunca sorriu, chore como jamais chorou, viva como se fosse seu último dia e morra amanhã para que tudo tenha valido a pena."

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