Vesti um dos casacos no armário e calcei uma sandália qualquer, me arrependi de não ter trago uma ou duas adagas assim que comecei a andar pelos corredores escuros. Sentia olhos em mim enquanto caminhava, ficava em alerta a qualquer menor movimento nas sombras. Droga! Quem seria tão estúpido pra andar desarmado num território de vampiros a noite?! Vi uma sala iluminada. Eu me lembrava dela. Entrei.
Aquela era a sala de espera onde eu havia esperado por Armand na primeira vez que vim ao clã. A espada Samurai continuava sobre a lareira. O meu instinto e minha curiosidade me guiavam a espada, como se esta me chamasse. Caminhei até ela como que enfeitiçada. Estava prestes a tira-la da parede para desembainhá-la quando ouvi passos no corredor. Escondi-me no vão entre no pequeno vão entre a parede e a estante, tive que ficar agachada por o vão ser pequeno, mas pelo menos assim eu não seria descoberta.
Três homens entraram na sala, todos de ternos negros e sapatos engraxados, apenas um tinha os sapatos completamente limpos, os outros tinham passado pela terra molhada no jardim, eles sentaram-se.
-Então Armand. Por que exatamente estamos aqui? -Perguntou a voz que reconheci como a de Vladimir.
-Sabe porque os chamei Vladimir. O que pretendia quando a trouxe?
-Eu? Nada meu caro, apenas negócios, digamos assim.
-Espero que seus negócios não envolvam destruir este clã, pois se for isso não tenha esperanças.
-Seu clã não é tão estável e você sabe disso, Armand. Então sugiro que não me tente.
-Parem vocês dois. -Disse o terceiro homem. Eu sabia que conhecia esta voz, só não sabia de onde. - Quem a trouxe e porque não é importante. O que importa é que ela vai fazer apenas o que quiser e não o que esperamos que ela faça. É apenas isso. Ela esta de volta e isso é um risco a todos.
-Ora, ora. Se não são os três patetas?! -Kara.
-É uma reunião privada, Kara.
-Não seja inconveniente maninho. Tenho tanto direito de estar aqui quanto você. -Disse andando em minha direção, fazendo com que me encolhesse mais. Silencio. O clima na sala parecia estar tenso e pela posição dos sapatos notei que Kara e Armand se encaravam, ou seja, uma briga estouraria a qualquer momento.
-Já chega disso. Quero saber o motivo real de eu ter sido tirado da cama a está hora! -Disse o homem que não reconhecia pondo-se de pé.
-Acalme-se Henri. Não pretendo manchar a tapeçaria com o sangue de meu irmãozinho. -Disse Kara afastando-se.
-My lady. Não quero ser rude, mas não pretendo passar minha noite discutindo qual dos três terá este clã, até porque isto de nada me interessa.
-Se interessará meu caro. Se interessará. -Disse Kara aproximando-se ainda mais dele.
-E poderia me dizer o por quê? -Ela agora estava quase grudada nele.
-Porque temos uma nova hospede no clã... -Disse ela insinuante. Mexi-me para tentar ver e ouvir melhor, porem acabei balançando a estante. O movimento não foi despercebido por nenhum dos três.
-Diga-me Armand, seu clã tem problemas com ratos? -Disse Vladimir. Encolhi-me ao perceber os movimentos em minha direção.
-Não que eu saiba. -Respondeu ele.
-Então acho bom olhar melhor. Achei uma ratinha. -Disse Kara puxando-me pelo braço. Depois dela tirar-me de meu esconderijo libertei-me e corri, porem bati de frente com o homem do qual não reconhecia a voz. Imóveis olhamo-nos como se já nos conhecesse-mos.
"Diga-me quem és e não com quem andas."

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